Chuva e Mobilidade

Chuva

Começou a temporada de fortes chuvas na Grande São Paulo. Elas vem quase todos os dias, quase na mesma hora (que costuma coincidir com o rush da noite) e com forte intensidade. A chuva é necessário para refrescar os dias de calor intenso, mas nas cidades grandes ela costuma atrapalhar muito.

Num país como o nosso, já deveríamos estar acostumados às chuvas e preparados para recebê-las. Ou seja, a chuva não deveria nos atrapalhar tanto assim. No entanto, sabemos que isso está longe de ocorrer na prática. Por isso, a discussão de mobilidade costuma surgir com maior frequência no início do ano.

Quando há fortes tempestades, a locomoção dentro de uma cidade é prejudicada como um todo. Pedestres ou ficam impedidos de circular ou circulam com muita dificuldade, molhando-se no processo. Para fugir da chuva, costumam procurar carros, ônibus ou trens. Porém, usar as ruas pode ser terrível, uma vez que o trânsito fica significantemente mais carregado. Optar pelo metrô pode não ser tão vantajoso também, já que suas estações e trens ficam lotados, além de terem sua velocidade reduzida.

Para evitar situações como esta, precisamos conviver melhor com a chuva. Mas de que maneira isso pode ser feito?

Primeiramente, algumas soluções de mobilidade em geral ajudam muito em épocas de chuva. Por exemplo: calçadas melhores acumulam menos água, facilitando o trânsito de pedestres; mais ciclovias tornam o transporte por bicicleta mais seguro, que é essencial em dias de chuva, já que a visão de ciclistas, pedestres e motoristas fica prejudicada; vias mais bem cuidadas significam menos buracos, que costumam ser agravados pelas chuvas; transporte público mais abrangente e de maior qualidade é imprescindível para pedestres que são pegos desprevenidos por uma chuva de verão.

Mas há, também, atitudes específicas que devem ser tomadas em relação às chuvas. Uma das mais importantes é facilitar o escoamento da água. De um lado, então, temos a ação do governo, que deve melhorar o esgoto e identificar pontos de acúmulo de água para que ela seja devidamente escoada. De outro, entra o papel fundamental da população de não jogar lixo nas ruas. O lixo entope bocas de bueiro, podendo provocar enchentes.

Da mesma forma, armazéns de água e áreas verdes são maneiras de evitar o acúmulo. O governo já faz esse trabalho, fazendo piscinões e cultivando cada vez mais áreas verdes. Mas as enchentes indicam que o trabalho ainda não é suficiente. É fundamental investir principalmente nesses espaços verdes para que a terra drene o excesso de água. Os próprios moradores podem cultivar pequenos jardins, evitando que a água vá encher os esgotos. Assim como podem fazer minipiscinões, para reaproveitar a água nos afazeres domésticos.

Jardins suspensos também são uma ótima ideia. Feitos principalmente para combater o aquecimento global, não deixam de ser uma alternativa boa para o escoamento de água. Por isso, esses jardins no topo de prédios surgem como uma solução inovadora e agradável. Grandes metrópoles em países desenvolvidos vem adotando essa prática, que alivia as cidades e as deixa mais bonitas.

 

 

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One response to “Chuva e Mobilidade

  1. Pingback: Chuvas de verão | Mobilidade Humana·

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