Um Típico Dia de Verão

SBCTrans

 

Ah, o verão. Passamos o ano todo esperando chegar essa época mágica do ano. Verão é calor, diversão, amigos, família. É muita praia, piscina, churrasco. É época de viagens, conhecer lugares novos ou ir para aquele lugar aconchegante e familiar que sempre vamos.

No meio de tanta coisa boa, parece que tudo no verão é perfeito. Os dias são mais longos e ensolarados. Os finais de semana são agradáveis, de preferência com muitos passeios. Além disso, é tempo de férias e depois Carnaval.

Mas verão também época de chuvas. E não é pouca chuva, não! Nós moramos no Brasil, país tropical. Todos os anos somos abençoados e castigados pelas chuvas. Aqui, em São Bernardo do Campo, já estamos acostumados com toda essa água, principalmente nessa época do ano. E foi num dia típico de verão que vivi uma aventura recentemente.

Como um bom dia de verão, ele amanheceu lindo, cheio de promessas e esperanças. O sol brilhava, o céu era azul e os poucos pássaros da cidade grande cantavam. Era o momento de sair de casa sem preocupação. Ir trabalhar bem-humorado, já pensando em sair na hora certa para poder aproveitar o fim do dia, que só ocorre depois das 19 horas.

Mas o dia era de verão, não é mesmo? Deslumbrado com a beleza da manhã, me esqueci de como podem ser as tardes.

O dia foi passando, o calor ainda aconchegante, mas as nuvens começaram a aparecer. Primeiro brancas e fofinhas, que davam um toque gostoso e bucólico à paisagem. Em poucos minutos, porém, o céu foi mudando. Ao longe, nuvens negras já podiam ser vistas. E que a que horas que elas resolveram chegar? Às 18 horas, obviamente, quando eu tinha saído já correndo para tentar fugir da chuva (uma vez que eu não tinha levado meu guarda-chuva, afinal, com aquele sol de manhã, quem imaginaria?).

A tempestade forte caí e eu só queria chegar em casa. Por isso, subi logo no ônibus. Tranquilo, sentei e fiquei feliz que não estava mais me molhando. Mas a felicidade durou pouco. Quando percebi, eu havia entrado no ônibus errado, no desespero de fugir da chuva. Desci logo no próximo ponto e comecei a esperar por outro ônibus.

Agora, o problema era: Que ônibus pegar? Por algum motivo, não conhecia quase nenhum ônibus que passava por ali. Escondido sob o toldo do ponto de ônibus, liguei para a empresa de ônibus responsável em busca de socorro. Rapidamente, descobri qual seria a melhor opção de ônibus, que por sorte veio logo.

Mas preste atenção: se eu contar para vocês que eu peguei o ônibus errado de novo vocês acreditariam? Sim! Ao invés de falar o endereço da minha casa para o atendente, eu falei o do meu trabalho. Por quê? Não sei. Pura distração, talvez. Por isso, quando vi, estava na estaca zero novamente.

Desci do ônibus desejando muito que eu não tivesse esquecido meu guarda-chuva. Mas ao pisar na calçada, percebi que não precisaria mais de um guarda-chuva. Novamente, era um dia de verão. Da mesma forma inesperada que a forte chuva começou, ela simplesmente terminou e o tempo começou a abrir.

Passada uma hora desde a hora em que eu saí do trabalho, ainda era dia e eu decidi que não abandonaria meu plano inicial. Fui ao parque próximo ao trabalho. Mesmo eu ainda estando um pouco molhado, aproveitei bem o finalzinho do dia e o início da noite, caminhando e apreciando o momento.

E dessa pequena aventura com um final feliz eu aprendi que os ônibus podem me levar seco para qualquer destino, desde que eu entre no certo. Aprendi também que em dias de verão, guarda-chuvas são acessórios imprescindíveis ao sair de casa. Espero só não me esquecer dessa lição no próximo verão com seu primeiro dia de manhã ensolarada.

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