No Dia Mundial do Rock, o ônibus do Rei | Blog Ponto de Ônibus

No último sábado, dia 13 de julho, foi comemorado o Dia do Rock. Por conta isso, o Blog Ponto de Ônibus fez uma publicação especial no dia falando sobre o ônibus de Elvis Presley. Adoramos o post e resolvemos republicá-lo aqui. Deem uma lida agora na íntegra:

ônibus elvis

Flxible usado pro Elvis Presley, o rei do Rock, em turnê. Modelo semelhante rodou pelo Brasil na Expresso Brasileiro, na concorrida e polêmica linha Rio – São Paulo. Reprodução.

 

No dia do Rock, o ônibus de Elvis Presley
Considerado Rei do Rock, cantor usou modelo que teve fama internacional. No Brasil foi operado pela Expresso Brasileiro Viação Ltda.
ADAMO BAZANI – CBN
Ônibus é Rock in Roll.
E no Dia Mundial do Rock, este veículo não pode ser esquecido.
Quantas bandas e cantores percorreram mundo afora milhares de quilômetros em ônibus que não se tornaram apenas meios de transportes, mas casas, estúdios e, pelas paisagens das janelas, locais de inspiração.
Mas uma história chama atenção pelos laços indiretos com o Brasil.
Trata-se de Elvis Presley que em 1959, para fazer sua turnê, comprou um ônibus Flxible VL 100.
O veículo, na época, era digno de transportar um rei. Com 14 toneladas, o ônibus possuía 190 cavalos de potência. Próximo a área do motorista, havia um assento basculante, como se fosse para co-piloto. O ônibus tinha poltronas com inclinação tipo leito, tocador de fita cassete estéreo (um luxo na época e que muitos jovens sequer sabem o que é isso), despertador digital e termômetros indicando a temperatura interna e a temperatura externa do veículo.
O veículo possuiu uma cozinha com fogão e churrasqueira elétricos, geladeira, triturador de lixo, torradeira, pia de aço inoxidável e armários.
Havia também uma sala de estar com poltronas giratórias e um sofá. O sofá poderia ser aberto e transformado numa cama de casa.
O banheiro tinha até chuveiro e na parte traseira, havia um quarto, isolado por portas e divisórias sólidas, com uma cama bem ampla e armários.
De acordo com sites especializados em Rock, Elvis circulou por boa parte nos Estados Unidos com este ônibus até 1967.
E a história conta uma curiosidade: em alguns momentos, ele às vezes dirigia o ônibus. Seria o rei do Rock um busólogo?
Para não chamar a atenção, o ônibus não recebeu nenhuma pintura especial ou mesmo nenhuma alusão a Elvis.
No ano de 1968, Elvis vendeu o ônibus para Herb Shriner, um artista que era conhecido como “Hoosier Hotsht”. Mas Herb e a mulher morreram num acidente antes de usar este ônibus.
De acordo com informações sobre a biografia de Elvis, no final de 1970, o ônibus foi comprado por Crowell projetos para ser utilizado em viagens de negócios.
Neste ano, o ônibus teve um pequeno incêndio e teve o interior remodelado com os itens de luxo citados.
O treinador Angola Co., que fazia trabalhos personalizados para artistas, adquiriu o ônibus em 1971, e usou-o para exibições. O ônibus foi comprado pelo seu atual proprietário em 12 de agosto de 1977, pouco antes da morte de Elvis. Ele está emprestado para exposição aqui em Graceland.
Há uma versão que dá conta que o ônibus foi usado mais pelo amigo JD Summer que por Elvis. Mas o veículo era do rei do Rock.
No Brasil, o Flxible marcou as estradas com a Expresso Brasileiro Viação Ltda. Para fazer frente à sua concorrente Viação Cometa na linha Rio – São Paulo, que havia importado os GMPD 4104, a Expresso em 1958 importou cerca de 30 unidades do modelo.
Para isso, fez altos investimentos e se desfez de parte de frota. Mas os ônibus ficaram por pelo menos dois anos parados por problemas alfandegários. Isso trouxe um abalo financeiro que fez com que Manoel Diegues, fundador da Expresso, desanimasse do negócio anos depois.
Há versões de que a retenção dos ônibus teve influência da Viação Cometa numa jogada desleal com a concorrente. Já há quem defenda que a importação teve irregularidades de fato. Para incentivar a indústria nacional, o governo federal restringiu a vinda de veículos montados do exterior e os ônibus da Expresso teriam sido importados como equipamentos náuticos.
No dia Rock, muita história e onde há história, há com certeza, ônibus no meio
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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