Planejando a mobilidade sustentável para mudar o amanhã | The City Fix Brasil

Existem muitas ideias e iniciativas que visam dinamizar o trânsito nas grandes cidades, otimizando o uso dos combustíveis e visando a melhora no tráfego, toda a discussão em torno deste tema é válida para chegarmos a medidas viavelmente aplicáveis. O seguinte texto objetiva despertar a atenção para que seja incentivada uma mudança de cultura nos transportes, que sejam valorizadas outras alternativas para a mobilidade urbana e que haja políticas que incentivem tais mudanças. Leia abaixo na íntegra:

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Motorização pode dobrar até 2050 se medidas não forem tomadas. (Foto: Flickr/epSos.de)

Nas grandes metrópoles mundo afora, grande parcela dos deslocamentos é realizada por transportes motorizados. O impacto disso é tão significativo que se as políticas públicas em prol da mobilidade urbana sustentável fossem efetivas, os países poderiam economizar cerca de 70 trilhões de dólares até 2050. É o que afirma o novo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA).

Os veículos motorizados respondem por metade do consumo de petróleo e a um quinto de toda energia consumida no mundo. Segundo a IEA, a tendência é que os números dobrem até 2050, considerando que a população tende a migrar para as cidades cada vez mais. Além disso, o relatório afirma que o número de veículos vai dobrar e o congestionamento vai ser seis vezes maior.

Para amenizar os futuros problemas decorrentes disso e incentivar o desenvolvimento sustentável urbano, a IEA sugere três ações: evitar, mudar e melhorar – a mesma metodologia adotada pela rede EMBARQ, produtora deste blog:

– Evitar políticas em prol do transporte motorizado;

– Mudar a cultura do veículo particular, adotando a bicicleta, as viagens a pé e de transporte coletivo;

– Melhorar as políticas públicas para que os sistemas de transporte sejam mais eficientes em termos de consumo energético.

bicicletas

Transporte sustentável representa saúde para as pessoas e economia para as cidades. (Foto: Mikael Colville Andersen)

“Os governos devem pensar além do individualismo e das eleições. Eles devem considerar como construir e revitalizar cidades que vão acomodar e transportar cerca de 6,3 bilhões de pessoas até 2050. Temos muito a pensar e planejar a infraestrutura, logística e sistema de energia. Faz todo sentido hoje e nas próximas décadas”, avalia a diretora da IEA, Maria Van Der Hoeven, ao Inhabitat.

Fonte: The City Fix Brasil 

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