Cultura das cidades

Cada cidade tem a sua própria cultura de transporte. Algo que é construído pelo tamanho da cidade, valores dos cidadãos, infraestrutura local, entre outras variáveis.

Por exemplo, uma conhecida minha de Brasília disse que lá as pessoas não tem costume de usar táxi. A cidade foi planejada para você ter seu próprio carro e viver bem com ele. Por conta disso, a cultura do carro próprio é extremamente difundida. Além do mais, as longas distâncias percorridas podem intimidar um pouco o uso do táxi por conta do preço das viagens.

Enquanto isso, conheço uma cidade pequena no litoral de São Paulo onde a principal forma de transporte é a bicicleta. Sendo pequena e plana, as pessoas não veem necessidade em ter que pegar um carro ou ônibus, por exemplo, para ir de um ponto ao outro. Se é longe para ir a pé, então que seja de bicicleta. Mesmo com infraestrutura precária para dar suporte aos ciclistas, o uso da chamada magrela já faz parte da cultura local.

No noticiário, por outro lado, já vi diversas reportagens sobre cidade nordestinas com muitas motocicletas. O baixo custo e a praticidade da moto, fazem com que ela seja escolhida ao invés do carro, em locais onde a pouca pavimentação dificulta o uso de bicicletas para distâncias maiores. Usar a moto nessas cidades, portanto, é simplesmente a forma natural de circular.

Saindo do Brasil, temos Manhattan, principal distrito nova-iorquino. Para muitos moradores, não tem sentido ter carro ou moto para andar pelo distrito. Fácil de andar a pé por todas regiões da ilha, se precisar ir mais longe, sempre há uma estação de metrô por perto para ajudar.

Em algumas cidades grandes brasileiras, existe um esforço para mudar a cultura de transporte. Porém, essa tarefa pode ser mais difícil do que parece. As pessoas estão acostumadas, elas se planejam pensando em se locomover da forma que estão habituadas.

Por exemplo, outro dia, um amigo meu disse que precisava ir a uma reunião depois do horário de almoço e já estava pensando que devia ir buscar o carro. Logo, eu o lembrei que ele podia ir de transporte público. Seria tão rápido quanto, ele gastaria menos e teria menos trabalho.

A primeira reação dele foi negativa. Não tinha porque ele ir de transporte público se ele podia ir de carro.

Passando o tempo, ele foi reconsiderando, pensando que, de fato, seria mais proveitoso se ele fosse de transporte público. Antes de sair, ele me agradeceu pelo conselho e, na volta, comentou de como foi pensando nos diversos trajetos que ele podia fazer de transporte público ou de bicicleta que ele não tinha reparado.

Meu amigo sabia das possibilidades que ele tinha, mas ele nem as considerava. O que impedia que ele fizesse a mudança era seu hábito, sua cultura, e também a cultura da cidade em que vivemos.

Por conta disso, termino meu texto incentivando-os a manterem sempre a cabeça aberta a novas possibilidades. Você não precisa mudar, mas não custa nada considerar tentar algo novo.

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