Que viagem

Existem muitas maneiras de viajar. E não estou falando só entre transportes terrestres, aquaviários, aéreos e espaciais. Entendo que outras maneiras de transporte podem fazer você viajar no tempo. Calma, não é loucura, vou explicar.

Eu sempre entendi fotos como veículos que nos permitem viajar ao passado (alguém aí já assistiu Efeito Borboleta?). Mais que uma lembrança, uma foto é a oportunidade de sentir e viver tudo que se passava no momento em que foi tirada.

Se antigamente essas máquinas do tempo eram escassas, hoje é um produto em abundância. Tiramos mais e mais fotos e eternizamos muitos momentos. Por conta disso, nossa relação com as fotos mudou.

Parece que, a toda hora, todo momento merece ser eternizado. Com vidas cada vez mais intensas, é como se nada pudesse passar batido, tudo deve ser registrado.

Por outro lado, o grande volume de fotos faz com que você pare menos tempo para reviver de fato momentos especiais. A fotografia, e portanto esse retorno ao passado, está completamente banalizado.

Quando eu percebi isso, resolvi praticar um slow down na minha produção de fotos. Menos foto a toda hora e mais valorizar as vivências realmente especiais. Menos foto de qualquer coisa e mais retratos da minha vida naquele momento.

Com isso, venho alimentado minha máquina do tempo com mais riqueza e permitindo que eu viva e reviva com felicidade meu passado.

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