Sons de cidade

Moro na metrópole. Mas em uma região onde não há toda movimentação da cidade grande. São bairros residenciais e muitas árvores.

Muitas vezes, chego à minha casa e passo por um conflito se gosto mesmo de morar lá ou não. E tudo isso acontece por conta dos sons.

Onde eu moro, tudo que consigo ouvir é o vento batendo nas árvores, algum pássaro voando, um grilo com seu canto noturno. Nem parece que vivo em uma cidade grande. A primeira sensação imediata é de alívio. De conforto. Um sentimento de que sei que ali posso descansar, ter meu espaço.

Por outro lado, eu não deixo de sentir falta de som de pessoas. Som de gente pelas ruas. Aqueles sons de cidade, como um barulho incessante que acaba compondo todo o cenário e que nós aprendemos a simplesmente abstrair.

O que pode ser percebido como barulho, para mim é evidência de vida. Se por um lado eu encontro paz longe do centro da cidade, eu também sinto vazio.

Isso porque viver em uma cidade grande costuma ser uma relação de conflito constante. É possível ir do amor ao ódio em um só dia, enfrentando os problemas e curtindo o que só uma metrópole pode te dar.

Ainda não sei se amo ou odeio a quietude dos afastados bairros fechados. Mas tenho certeza de que sou completamente apaixonado pela intensidade de uma grande cidade.

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