“Na contramão”: Veja o exemplo de quem trocou o carro pelo transporte coletivo – Dizem os Amigos

São muitas as pessoas que usam transporte público todos os dias por ser o único meio para chegar ao destino. Indo “Na Contramão”, como é chamada a série, o CicloVivo apresentou um depoimento de um jovem de 27 anos que decidiu deixar o carro em casa e começou a ir trabalhar de metrô e trem e ganhou qualidade de vida em seu dia a dia. Veja sua história:

O CicloVivo aproveitou a Semana da Mobilidade Urbana para mostrar que é possível deixar o carro na garagem e, em troca, usar um meio de transporte alternativo. Para isso, nós preparamos a série “Na contramão”, que conta com depoimentos de pessoas que optaram por essa mudança e não se arrependeram do resultado. A série de histórias começa nesta terça-feira (23) com o exemplo de um paulistano que trocou o transporte individual pelo coletivo. Abandonar o conforto individual de um carro pode parecer impensável para muitas pessoas, mas a escolha trouxe resultados pessoais positivos para o coordenador de logística Rafael Varani.

O primeiro benefício e um dos mais evidentes é econômico. Acostumado a lidar com orçamentos e planejamentos estratégicos, o jovem de 27 anos sentiu a diferença nos números, no bolso e na prática. Há pouco mais de um ano ele decidiu deixar o carro na garagem e usar uma mescla de modais para percorrer os 14,3 km que separam a sua casa de seu trabalho. Os gastos com o transporte individual giravam na média de 900 reais mensais, incluindo combustível, manutenção e estacionamento.  Usando o metrô e o trem, os custos mensais com transporte caíram para apenas R$ 132. Sem contar o ganho no tempo. A viagem de carro em horário de pico costumava levar, em média, duas horas, agora são apenas 45 minutos.

Os benefícios não param por aí. O fato de não precisar se preocupar em dirigir reduz o estresse e permite que o tempo de deslocamento ganhe outras utilidades. “Eu tomei essa decisão por ficar maluco no trânsito e querer ler mais. Os carros são inegavelmente mais confortáveis, mas os congestionamentos em São Paulo são insanos e ficar parado por horas no trânsito é um enorme tempo perdido”, explicou Varani. “Depois que eu comecei a andar de trem, minha leitura passou de dois livros por ano para cerca de 20 e isso foi muito bom pra mim”, comemora.

Depender do transporte público em uma metrópole como São Paulo também tem seus problemas. Em dias de chuva é comum que os trens e metrôs operem com mais lentidão e fiquem mais sujeitos às falhas técnicas. Quando isso acontece, é preciso aproveitar o tempo ocioso, e nada melhor do que colocar a leitura em dia. “O dia em que teve um problema na estação Morumbi [linha esmeralda da CPTM] eu levei três horas para fazer o mesmo trajeto. O bom é que deu pra ler 140 páginas do livro que estava na mochila”, relembra o paulistano.

Mesmo que nem sempre os metrôs e trens sejam maravilhosos, em geral, o saldo da mudança tem sido positivo. “Uma vez eu saí do trabalho e peguei o trem para ir em um evento e levei 35 minutos para chegar até o local. Alguns colegas foram de carro e perderam 2h40 para saírem do mesmo prédio e irem ao mesmo lugar que eu”, explicou. Para que a escolha seja ainda mais eficiente, ele aproveita uma pequena flexibilidade no horário de trabalho para pegar o coletivo, pelo menos, 30 minutos depois dos principais horários de pico, quando as estações já estão um pouco mais vazias. Diante desses benefícios, Rafael Varani conclui que dificilmente voltaria a usar o carro em seus trajetos diários, a não ser que isso fosse extremamente necessário ou que houvesse pioras no sistema de transporte.

Veja abaixo o comparativo entre esses dois modais e tire as suas próprias conclusões.

Leia a notícia original aqui.

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