É preciso o envolvimento da sociedade na Operação Guarda-Chuva

Imagem: Raquel Toth

Imagem: Raquel Toth

Lançada nesta terça-feira, campanha se estende até 15 de abril com série de ações voltadas à prevenção de riscos

“Uma cidade segura é obra de todos.” Com essa frase, o secretário de Serviços Urbanos da Prefeitura de São Bernardo conclamou o engajamento da sociedade na Operação Guarda-Chuva, lançada oficialmente nesta terça-feira (1º) e que se estende até o dia 15 de abril, com série de ações voltadas à orientação e prevenção a situações de risco na cidade quanto a inundações, deslizamentos e alagamentos.

Entre as atividades estão previstos mutirões informativos em setores de risco, reuniões com líderes comunitários e com conselhos gestores locais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e apresentação de todo o conteúdo das ações em Escolas Municipais de Ensino Básico (Emebs), além da distribuição de folders e calendário com as atividades que serão desenvolvidas ao longo desses cinco meses.

“Desde 2009, trabalhamos para eliminar as áreas de risco. No entanto, para termos de fato uma cidade mais segura é preciso o envolvimento e colaboração da sociedade. A população precisa ter ciência de que não é porque estamos eliminando as áreas de risco que já está tudo resolvido. Não está. Se começarem a jogar entulho e lixo em áreas sujeitas a deslizamentos, os acidentes voltam a ocorrer”, disse o secretário.

A Operação Guarda-Chuva agrega conjunto de ações de prevenção a desastres relacionados às chuvas associadas a procedimentos que garantam rapidez e eficácia nas ações emergenciais de resposta a eventuais acidentes. Além da contenção de encostas, podem ser citadas a política de saneamento ambiental, especialmente o Programa Drenar (obras de combate às enchentes) e a reorganização e ampliação dos serviços de resíduos sólidos e de limpeza e manutenção da drenagem urbana.

A quantidade de áreas consideradas de risco em São Bernardo, que podem sofrer escorregamentos, inundações ou alagamentos, diminuiu de 63, em 2010, para 42, em 2014. É o que indica o mapeamento feito pela Prefeitura por meio do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). O documento é atualizado anualmente antes do período das chuvas de verão. Ainda de acordo com o levantamento, houve redução na quantidade de setores de risco na cidade, que passou de 203 para 130 no mesmo período.

Alguns dos locais do município com risco de escorregamento são Areião, Sabesp, Montanhão/Cafezais, Jardim Regina, Jesus de Nazareth, Jardim Limpão, Biquinha e Vila São Pedro. Na Vila Vanguarda e Jardim Represa, entre outras localidades, há riscos de inundação e solapamento.

A redução é resultado de obras para a eliminação de situações de risco, como o tratamento de encostas e estabilização de taludes e a remoção de 1.980 famílias de áreas de risco. Essas famílias foram encaminhadas aos programas habitacionais da Prefeitura e parte delas já foi contemplada em razão das 4.218 moradias entregues pela atual Administração desde 2009.

O secretário de Serviços Urbanos destacou que, desde 2009, a Prefeitura vem agindo de forma preventiva para evitar mortes por inundações ou deslizamentos. “Se em 2005 houve o registro de sete mortes por deslizamentos, desde 2010, quando iniciamos a Operação Guarda-Chuva, não registramos mais mortes.” Lembrou ainda que as moradias localizadas em áreas de grau 4 (maior risco) foram removidas e as famílias, encaminhadas aos programas habitacionais.

O PMRR também apontou a necessidade de 61 obras para eliminar situações de risco na cidade, sendo que 37 já foram entregues, cinco devem ser concluídas no primeiro semestre de 2016 e outras 19 estão em fase de contratação. As intervenções beneficiam mais de 7.700 famílias que estavam em áreas de risco.

Outro dado que comprova os resultados positivos da Operação Guarda-Chuva é a diminuição no numero de ocorrências e de interdições feitas no último período de chuvas. Entre 2012, quando foram registrados 840 milímetros de chuvas, e 2015, com 934 milímetros, houve redução no numero de ocorrências, de 720 para 355, e de interdições, de 126 para 56.

O programa realiza ainda o monitoramento da chuva, por meio de 50 pluviômetros, e do nível dos córregos, com cinco fluviômetros. Outra ação importante da Prefeitura foi considerar o indicador de 80 milímetros de chuva/72 horas para o monitoramento de encostas. Isso permitiu ampliar a margem de segurança na análise de risco de escorregamentos.

Drenar – Para ajudar a prevenir desastres, a Prefeitura está executando o Programa Drenar, maior conjunto de obras de combate às enchentes já feito na cidade. Diversas obras estão em andamento, como a construção de piscinão no Paço Municipal. No total, o investimento é de mais de R$ 600 milhões.

Envolvimento da comunidade – A operação trabalha também com os Núcleos de Proteção e Defesa Civil (Nupdecs), grupos formados por moradores que, após capacitação e treinamento pela Defesa Civil, atuam voluntariamente na região em que residem. O intuito é contar com pessoas da própria comunidade, que conheçam a área, para ajudar a orientar as pessoas sobre como agir durante as chuvas fortes e como reconhecer situações de risco.  São Bernardo já conta com 15 Nupdecs, com cerca de 160 membros e abrangendo 29 comunidades.

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